Reeducação alimentar é o melhor Caminho...

 

Tratar crianças e adolescentes obesos é, quase sempre, mais delicado do que acompanhar o tratamento para reduzir o peso de um adulto. Por serem mais frágeis psicologicamente, eles encontram maiores dificuldades para lutar contra as cobranças e pressões de familiares e amigos. “É uma fase de auto-estima baixa, em que eles precisam se sentir seguros e com apoio da família”, explica a Dra. Márcia Kelman, da Clínica Bio Diet.

Uma opção defendida por especialistas é a reeducação alimentar, que tem como palavra-chave a moderação. “Pode-se comer de tudo, mas em menor quantidade e sem exageros. As únicas proibições são churrascarias-rodízio e restaurante por quilo, onde a tendência é comer mais do que o necessário”, ela explica. O resultado dessa “técnica” é que a criança não se sente tão diferente dos outros e nem fica frustrada por deixar de ingerir o que gosta.

A Dra. Márcia dá alguns exemplos que compões a rotina diária dos pacientes mirins: numa lanchonete, em vez de pedir o pacote grande de batata, é melhor comer o menor. Já o refrigerante light pode substituir o normal. Sorvete de frutas é preferível ao de chocolate, por ter menos calorias até do que maçã. Numa festa, duas esfihas podem entrar no lugar de quatro coxinhas. E o pacote grande de biscoito, que é ingerido em alguns minutos na “sessão da tarde” da TV, pode ser substituído por um pacote menor. “A soma desse resultado é um número consideravelmente menor de calorias ingeridas no dia-a-dia”.

A colaboração dos familiares é um fator importante para a manutenção da auto-estima da criança/adolescente e para que ela não se sinta culpada durante o processo de reeducação alimentar. A Dra. Márcia lembra que, em muitos casos, os parentes também são obesos, por isso a cumplicidade e o compromisso com a moderação acabam auxiliando todo o grupo familiar.

A prática de exercícios e a orientaçào de uma nutricionista também colaboram para a evolução do tratamento. “A segurança do paciente aumenta se ele entender que atividade física acelera a queima de calorias e, junto com o processo de crescimento natural da idade, ajuda na perda de peso”. A nutricionista, por sua vez, pode organizar uma cardápio sem restrições e direcionado ao objetivo proposto, o que uma mãe, às vezes, não consegue fazer devido ao acúmulo de atividades diárias.

Acompanhamento psicológico e nutricional constante podem melhorar o padrão alimentar, mas a Dra. Márcia alerta que cabe ao especialista, antes de tudo, investigar as razões da obesidade para direcionar corretamente o tratamento.

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