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Gordura: inimiga da dieta? (30/03/2009)
Por Dra. Márcia Jablonka Kelman
Você acredita que a gordura
é a maior inimiga da dieta?
Na verdade ela é um nutriente
essencial à vida, tão importante quanto os carboidratos
ou as proteínas. Por isso, ocupa lugar de destaque na “pirâmide
alimentar”, representando o equivalente a 30% da necessidade nutricional
diária.
Entre suas principais funções
biológicas estão a participação na
produção de hormônios, como os sexuais (estrógeno,
testosterona, etc.), auxiliador no transporte das vitaminas A,
D, E, K, entre outras.
O que faz diferença à
saúde, em especial na manutenção do peso,
é o tipo de gordura ingerida. Existem praticamente três
grandes grupos de gorduras: insaturada, saturada e trans.
A gordura insaturada, por ser rica
em ômega, contribui para a formação do “bom
colesterol”, o HDL, protetor do coração. Chegam
até nós através da ingestão de óleos
vegetais, azeites, castanhas, nozes e afins, peixes marinhos (salmão,
sardinha, etc.).
Já a gordura saturada, originária
de carnes, leite e derivados, fruta, coco, entre outros, deve
ser consumida com mais atenção e moderação,
pois em excesso causa aumento do “colesterol ruim” (LDL), favorecendo
o acúmulo de gordura nas artérias (aterosclerose)
e o risco do indivíduo apresentar infarto e derrames ao
longo da vida.
E a gordura trans?
Vilã número um da alimentação infantil,
presente em bolachas recheadas, bolos macios e doces industrializados,
salgadinhos e sorvetes. Tem como vantagem comercial:
- aumentar prazo de validades dos produtos;
- custo mais econômico em relação ao uso das
outras gorduras;
- conferir aspecto mais “sedutor” ao alimento, com aparência
macia e saborosa, porém
com desvantagens à saúde pelo fato de ter ação
maléfica a todos os tipos de colesterol, elevando o risco
de doenças cardíacas ao longo da vida.
Portanto, é de extrema importância
o conhecimento dos tipos de gorduras e como fazer sua inserção
na alimentação diária.
Somente através da educação
alimentar é possível levar uma vida saudável
e optar por alimentos adequados à nutrição,
à manutenção do peso e, porque não,
à satisfação do espírito, afinal,
comer é um ato que alimenta o corpo e a mente! Vamos agir
pelo bem de ambos!
30/03/2009
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