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A principal diferença entre a medicina tradicional ( a alopatia ) e a homeopatia, sistema terapêutico criado há mais de 200 anos pelo médico alemão Samuel Hahnemmann, é que esta trata o doente e não a doença. Assim, ela não oferece tratamentos para alergia, enxaqueca ou qualquer enfermidade, inclusive obesidade. Seu objetivo é tratar o ser humano que desenvolveu um distúrbio. Quem for obesa, ansiosa e tiver compulsão por doces receberá um remédio. Se for obesa, chorosa e apresentar manifestações alérgicas, o escolhido será outro. O tratamento não tem contra-indicação e não causa efeitos colaterais, porém precisa ser bem indicado para produzir os resultados esperados. Não existe Milagre " O tratamento homeopático é médico, não mágico", afirma a clínica geral, endocrinologista e homeopata Marcia J. Kelman, da Clínica Biodiet, em São Paulo. "
Costumo dizer ao paciente que ele não precisa acreditar para
dar resultado, deve apenas seguir a prescrição. Em geral,
o que eu observo é a empolgação com os efeitos
que se manifestam em várias áreas: a disposição
aumenta, melhora o bem-estar geral e ele emagrece porque estou tratando
o todo. A obesidade é só a ponta do iceberg." Assim como o tratamento à base de moderadores de apetite e outras drogas não dispensa a dieta balanceada e os exercícios físicos, isso também vale para a abordagem homeopática. " Tem que haver
mudança no estilo de vida. O remédio apenas ajuda a adquirir
hábitos saudáveis sem ter que fazer um esforço
sobrenatural", completa a médica, que indica este caminho
tanto para quem persegue perdas de peso moderadas quanto para quem precisa
eliminar muitos quilos. " Estamos diante de uma epidemia de obesidade", argumenta a médica. " Em vez de incentivar radicalismos ou privilegiar esta ou aquela modalidade terapêutica, precisamos unir forças visando o bem-estar do paciente."
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