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Homeopatia emagrece?

Veja se vale a pena recorrer aos seus glóbulos e às soluções para afinar a silhueta.

A Dra. Marcia Jablonka Kelman , da Clínica Biodiet, falou à Revista Dieta Já na edição de janeiro de 2009.

A principal diferença entre a medicina tradicional ( a alopatia ) e a homeopatia, sistema terapêutico criado há mais de 200 anos pelo médico alemão Samuel Hahnemmann, é que esta trata o doente e não a doença. Assim, ela não oferece tratamentos para alergia, enxaqueca ou qualquer enfermidade, inclusive obesidade. Seu objetivo é tratar o ser humano que desenvolveu um distúrbio. Quem for obesa, ansiosa e tiver compulsão por doces receberá um remédio. Se for obesa, chorosa e apresentar manifestações alérgicas, o escolhido será outro. O tratamento não tem contra-indicação e não causa efeitos colaterais, porém precisa ser bem indicado para produzir os resultados esperados.

Não existe Milagre

" O tratamento homeopático é médico, não mágico", afirma a clínica geral, endocrinologista e homeopata Marcia J. Kelman, da Clínica Biodiet, em São Paulo.

" Costumo dizer ao paciente que ele não precisa acreditar para dar resultado, deve apenas seguir a prescrição. Em geral, o que eu observo é a empolgação com os efeitos que se manifestam em várias áreas: a disposição aumenta, melhora o bem-estar geral e ele emagrece porque estou tratando o todo. A obesidade é só a ponta do iceberg."

Assim como o tratamento à base de moderadores de apetite e outras drogas não dispensa a dieta balanceada e os exercícios físicos, isso também vale para a abordagem homeopática.

" Tem que haver mudança no estilo de vida. O remédio apenas ajuda a adquirir hábitos saudáveis sem ter que fazer um esforço sobrenatural", completa a médica, que indica este caminho tanto para quem persegue perdas de peso moderadas quanto para quem precisa eliminar muitos quilos.
Mas ela avisa que, nos casos de obesidade mórbida, nem sempre é possível alcançar o sucesso. Da mesma forma que a alopatia pode não funcionar, uma cirurgia de redução do estômago talvez seja necessária.

" Estamos diante de uma epidemia de obesidade", argumenta a médica. " Em vez de incentivar radicalismos ou privilegiar esta ou aquela modalidade terapêutica, precisamos unir forças visando o bem-estar do paciente."



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